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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"A essência"

Sabe o que é olhar para tudo e sentir aromas, sentir que há vida em tudo que se olha? Olhar para as coisas com puro sentimento, ainda não entendo que espécie de sentimento que tem me dominanado nos últimos tempos...Um certo amor pela vida, uma certa paixão louca pelas coisas boas que existem, coisas essas que dou o nome de "nostalgicas"..Me fazem viver intensamente e entender o verdadeiro sentido da vida. Estranho, tenho andado muito estranha...de uma maneira que nunca estive antes, sabe quando parece que você é completamente feliz e nem entende o porque? Bem é assim que me sinto. Abandonei coisas que me faziam mal...Principalmente pessoas sem essência, sem alegria, sem motivação...isso não é egoismo é apenas o meu  amor próprio, coisa que até um tempo atrás eu conhecia apenas no dicionário. Hoje Vejo muito além do que posso ver, vejo mais... respiro meus próprios sentimentos, manifesto minha verdadeira essência que guardava reprimida em minha alma. Hoje minha alma/essência está lavada com a benção da clareza do meu inconsciente e ele me dizendo o tempo todo para eu olhar para mim mesma e enxegar como sou, o meu valor, minhas verdades, minha verdadeira essência...Então o que estava fazendo? "Meu Deus!"
Sinto minha alma purificada de certa forma com aquilo que eu mesma enxeguei, com aquilo que eu mesma encontrei dentro de mim  e que estava perdido no meu inconsciente.

 "A essência...uma extensão das teorias que gravita pelos mares, mudando os termos aceitos,mas ainda confirma que está igualmente perto (ou longe) a um átomo do que está a uma estrela. Sabemos que sinais aguçam os nervos, mas o que inicia as curvas do sinal que está encarregado de cada pensamento? Dessa fonte nossa consciência é ensinada que está tão perto (ou tão longe) a um átomo que a uma estrela." (Vintersorg)

Um video da Enya que retrata bem o que é essência e o que é ser essência...

"Minha mente: Tão clara como a água"

Como é bom quando tudo que era tão confuso e de repente torna-se tão mais claro... Mas não é da noite para o dia que isso acontece, é somente com o tempo. Mesmo sem percebermos, o que antes era confuso e nos causava ansiedade, angústia... Hoje nos traz alívio... É assim que me sinto! Abandonei de vez coisas que não podia interferir e descobri o porquê que eu não conseguia interferir... Porque eram coisas que não me faziam bem, mas que mesmo assim eu acreditava que me traziam felicidade, ilusória de certa forma. Porque muitas vezes criamos e projetamos nas pessoas coisas que queremos muito, são nossos desejos, ou seja, é como se personificássemos tudo que quiséssemos em alguém ou em alguma coisa. É uma fantasia, porque não existe, apenas existe um certo estímulo. Então aquilo que se acreditava ou sentia pode ser reconhecida hoje como uma fantasia e essa por sua vez pode ser pensada como uma satisfação imaginária dos nossos desejos.
Hoje sei que na realidade que eu estava indo contra as minhas verdades... Fantasiando, imaginando e personificando meus desejos em coisas irreais. A Fantasia é uma ação que se organiza seguindo os contornos do objeto pulsional pela qual nós nos precipitamos, fugimos para mais adiante. Assustamos com a ocorrência, angustiamos diante do enigma de desejo do outro, nos restabelecemos com uma imagem que nos vai servir de apoio. Pois, sendo a fantasia uma construção, não se pode construí-la do nada, são necessários materiais e modelos. A fantasia então, pode ser considerada como experiências que deixaram marcas no nosso inconsciente, mas que não ocorreram de "verdade". Podem ser considerados produtos de busca pelo prazer, algo que se constrói em um furo do pensamento, cuja atividade se constitui pela cena primária, na qual o corpo se encontra fixado em expressões gestuais, ou seja, na realidade. Do mesmo modo, uma “realização da fantasia” irá colocar um problema especial... Com efeito, a homogeneização da fantasia e da realidade irá ressaltar o ponto diferencial que nos separa do mundo e garante sua existência. Se, por acaso, a gente acaba por satisfazer nosso desejo, este então deixará um vazio, e uma referência essencial de nossa identidade desaparece, dessa forma, momentaneamente, de uma forma particular de despersonalização. Pode ser acompanhada de um certo sentimento de irrealidade ou da impressão de que o que ocorre não diz respeito a nós mesmos.
É a partir disso que muita coisa que não conseguimos entender no início, acredito que assim é que conseguimos enxergar o óbvio, entender que esse vazio não preenchido pelo desejo que foi fantasiado e realizado são frutos de algum estímulo presente, pois nada do que acontece é sem estimulo ou sem um objeto, coisa ou pessoas, senão isso seria delírio...Mas foi isso tudo que ocorreu comigo que me fez enxergar e clarear minha mente...como disse a príncipio, não foi da noite para o dia mas foi com o passar do tempo, depois de eventos aversivos ocorrerem, e foram esses fatos aversivos que me fizeram ver o que não conseguia ver durante um bom tempo...Agora tudo está tão claro como a água...ufaaa, como é bom estar em paz!!!