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sábado, 12 de maio de 2012

Sereníssima


Sou um animal sentimental. Me apego facilmente ao que desperta meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que não quero. E você vai logo ver o que acontece. Acho que entendo o que você quis me dizer. Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade, tudo está perdido mas existem possibilidades.Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos. Tínhamos um plano, você mudou de idéia. Já passou, já passou - quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo. Quando foi que competimos pela primeira vez? O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe.Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto. Não acredito em nada além do que duvido. Você espera respostas que eu não tenho mas não vou brigar por causa disso. Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada. Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço. Enquanto o caos segue em frente
Com
toda a calma do mundo.
Legião Urbana



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sempre néctar


Tudo que a vida oferece de ruim entre fases e mais uma infinidade de dores causadas por muitas decepções, não foram suficiente para perder a minha esperança, minha essência e meu valor.
Com muitas decepções, ainda sim se faz necessário sentir e olhar para as coisas todas com pureza. Não se pode deixar que as amarguras das decepções façam de nossas vidas um devaneio, não é preciso fulgir pra lugar algum quando se ainda tem certa doçura. Calejado coração, às vezes quase não pode suportar certa angústia e mais angustias de um flagelado que hábita no peito. Deixa ir! É sempre melhor tirar aquilo que não faz bem. Para quê viver ou conviver com algo que não acrescenta nada, que machuca e que empobrece a alma?
Devemos sempre interferir no que podemos e abandonar o que não nos deixa interferir. Apenas deixe ir, pois o tempo é o melhor remédio para as dores de angústia, o tempo é um mestre perfeito que nos ensina, nos orienta e apaga qualquer problema sem dizer palavra alguma.
Como sempre é necessário prevalecer essa doçura que insisti em residir em minha alma, entretanto ainda que em fases se divida e torna-se uma nômade, ainda persisti em mim e não a deixa ir... Não deixo ir! Nunca se pode tirar aquilo que nos faz bem, nos ilumina, engrandece a alma, que sejam coisas ou pessoas. Se nos move para um crescimento enquanto ser humano e nos deixa em perfeita harmonia, então encontraste a magia da pureza, da essência e da doçura do que é bom e merecedor de permanecer em nossas vidas para sempre.
Como disse que com tantas obliqüidades da vida ainda consigo sentir as coisas boas e por mais que tente ser dura muitas vezes são tentativas falhas de um coração “mole” que mesmo que em alguns períodos possa ser invadido por certo narcisismo, no entanto nunca se esquece de onde veio. Talvez seja essa doçura que insisti em permanecer comigo e que não importa o que aconteça, consigo voltar para mim mesma sempre a tempo de perceber quem realmente sou o que tenho e, portanto é o que verdadeiramente importa.

Por Mah Magnusson


"Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas. Doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá permanecer e observar. A doçura procura pelo bem nas coisas, pois no seu coração reside a convicção de que o bem existe em algum lugar em tudo, é só ter paciência para descobri-lo". Brahma Kumaris

sábado, 5 de maio de 2012

Bye bye cigarettes!

Quero relatar que recentemente decidir não fumar mais. Simples assim? Talvez! Parece que foi da noite para o dia que tudo mudou, mas não foi bem assim que minha vontade de fumar simplesmente sumiu... Vejamos, no entanto, que minha vontade estava ligada no prazer que sentia ao fumar. Minha vontade estava ligada diretamente à aparência, ou seja, no ato de fumar e não necessariamente no gosto ou de certa forma atribuída a uma necessidade fisiológica que normalmente se apresenta em muitas pessoas. Digo de fato que minha vontade estava direcionada ao hábito de fumar em si e isolado deliberadamente em atitudes convictas socialmente acompanhadas por estímulos presentes. Já que a vontade está atrelada a fatos que se remetem em avaliar, julgar e decidir, bem então aos 19 anos eu decidi fumar e por seis anos o cigarro foi um companheiro digamos que nem tanto esporádico como no inínio, mas que com o tempo tornou-se um companheiro rotineiro e muito presente ejamais poderia faltar. 
No último evento social que fui, ainda forcei-me a fumar três cigarros e que por sinal não gostei de ter feito isso. Encontrei duas amigas que também pararam de fumar, então isso me fez tomar mais consciência e acabei voltando do evento com o maço de cigarro cheio! Parece mágica  não é mesmo? Mas sabemos que não é bem assim. Há tempos que já pensava em parar com esse hábito, porém nunca houve tentativas concretas que estimulassem e me fizessem querer realmente parar de fumar, então apenas pensava que queria.

Comecei a fumar tarde diferente de muitos que iniciam na faixa dos 13 anos, porém ainda estou dentro de uma faixa que varia dos 13 aos 25 anos em idade estatisticamente propícia ao tabagismo, assim como apontam estudos. Foi  ao fim de uma adolescência retraída que entreguei-me ao primeiro trago. E nessa fase, por ser muito tímida eu não conseguia lidar com minhas mãos, quando conversava com alguém, era muito difícil para mim e principalmente quando chegava em algum lugar, parecia que todos me olhavam e eu não gostava disso e como quase sempre estava sozinha nos lugares eu tinha medo que as pessoas me apontassem e falassem “Que coitada está sozinha!” enfim, eu temia que coisas desse tipo virassem comentário alheio, então foi aí que o cigarro entrou em cena, me “libertando” dessa minha solidão e tornando-se um companheiro fiel. Ajudava-me sim, pois minhas mãos não estavam mais vazias e não estava mais sozinha, eu estava ali sem alguém, mas com o cigarro para minha companhia. Logo depois que comecei a fumar, comecei também a namorar um rapaz que fumava muito e  nem precisa falar que foi um estimulo mais que eficiente para que eu continuasse na onda neh?!

 Quando se é fumante, é possível associar o cigarro a tudo que lhe dá vontade de fumar, tornam-se estímulos mais que reforçadores como por exemplo; se está nervoso, ansioso, depois que se alimenta, um cafezinho, depois que transa, quando se irrita e discuti, desilusão, tristeza, estress, ao ingerir bebidas alcoólicas, comemorações e etc...Uma infinidade de estímulos que se associa facilmente e porquê não pode ser o contrário? Vejamos, se eu consigo associar a minha vontade de fumar com tudo isso, porque então eu não consigo associar com coisas como o câncer de boca, laringe, gargantas, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins e colo do útero; derrame cerebral, ataque cardíaco, doenças pulmonares crônicas, distúrbios circulares, úlceras pépticas, diabetes, infertilidade, osteoporose e infecções dos ouvidos? [...]
            Ah, mas isso todo mundo sabe neh?! Eu mesma sabia de tudo isso e mesmo assim continuava a fumar. Bem, como dizemos que cada um é cada um, se você está feliz assim então tudo bem, quem compra seu cigarro é você, enfim, não tente convencer um fumante a parar de fumar, ele não aceitará e terá muitos argumentos e ganhará pela ânsia de fumar.
 Não há argumento que convença alguém a parar de fumar se NÃO QUER PARAR, a vontade de parar virá ou não. Todos uma vez ou outra já pensaram em parar, mas cada um tem seu tempo. Comigo, quer saber se usei técnicas psicológicas? Sim, com certeza utilizei por esse motivo consegui parar e até o momento não sinto vontade. Entendamos o que citei acima sobre as doenças, pois no sentido de associação com fatores que fazem mal podemos fazer essa troca e generalizar o cigarro a tudo de ruim que ele é. Quando você almoça vem aquela vontadezinha, e ao invez de ir fumar, você pode tentar ler algo em que o cigarro pode causar a sua saúde. Toque em seu ponto fraco com relação ao cigarro como, por exemplo: Gosta de correr, mas sabe que o cigarro te inibiu e cansa-se rapidamente; fuma escondido porque seus pais não gostam e não quer decepcioná-los; sente-se mal quando encontra aquele cara que não fuma e você está com aquele cheiro; está desempregado e não tem dinheiro e/ou cigarro está caro mesmo.Use esses estímulos como reforçadores ao seu favor. Podemos listar muitos estímulos reforçadores para que se possa usar quando sentir vontade de fumar, mas isso é relativo, então você deve encontrar algo que mais goste seja a sua saúde, amigos, família, carreira, beleza e destes consiga relacionar com o cigarro como sendo algo negativo para que estes mesmos estímulos possam funcionar.
Para mim foi a vaidade, é claro que pensei em minha saúde como um todo, mas o que foi ressaltante foi o medo do envelhecimento precoce. Eu admito que sempre fui vaidosa, não tenho medo de envelhecer, mas na minha idade parecer mais velha e sem saúde isso me assusta! E não vai longe não, se pensa que os males do cigarro vão vir quando tiver 50,60 ou 70 anos engana-se, pode dizer que é relativo e claro que cada organismo reage de uma maneira mais precoce ou mais tardia frente, porém vão aparecer e no meu caso seis anos foram suficientes para que eu já sentisse os efeitos. Começando pelos dentes, ficou muito amarelados, a pele, bom sempre ouvi elogios sobre minha pele e até hoje ouço elogios, mas eu sempre cuidei muito da minha pele e mesmo assim eu percebi que estava ficando cada vez mais pálida e sem brilho. Pois é, o cigarro tira até isso, por causa da má circulação sanguínea aumenta os radicais livres abrindo cada vez mais os poros, a pele reage como se estivesse intoxicada e sente que tem que respirar e de alguma forma tem que abrir um espaço para que isso ocorra. Não adianta, o cigarro acelera o envelhecimento sim! Cigarro e beleza não combinam e agradeço por ter percebido isso a tempo de não ocorrer algo de dano maior. Outro fato relevante que me fez parar também, foi com  meu estômago que começou a doer muito, a queimar e sentia-me muito mal quando fumava, parecia que piorava e a queimação aumentava...Então descobri começo de gastrite!





 Deixo aqui mais uma das minhas experiências tentando mais uma vez relacionar aos meus estudos em psicologia. E se quiser descobrir um meio de parar de fumar primeiramente comece a se perguntar, se você realmente quer parar com o cigarro? Será que está preparado para se libertar? Acredita nas doenças que o cigarro causa? Tem medo das doenças ou acha que vão aparecer quando estiver bem velhinho? O que lhe faz fumar? O que te move para acender um cigarro? Questione-se e descobrirá as respostas para ser livre desse mal. Estou à disposição para dúvidas, críticas, sugestãoes e esclarecimentos via e-mail segue mah.magnusson@yahoo.com.br

Por Mah Magnusson
Foto : AEP

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Intensa à borboleta

O egoísmo e a vaidade tem impossibilitado de enxergar certas mudanças que ocorreram em meu comportamento. Muitas vezes estamos tão cegos a situações cotidianas que não nos damos conta para onde estamos indo. Sinceramente acredito em bondade e não vejo maldade em tudo. No entanto, tento não criar muitas expectativas com as pessoas, por medo de me frustrar ainda mais. Mas, até onde dizer tudo que se pensa é bom? Sinceridade é o correto. Devemos sempre ser honestos uns com os outros, assim estaremos sendo honestos conosco mesmo. Nunca fui virtuosa, porém tenho meus princípios e não faço nada sem amor, seja o que for! Não digo que gosto por dizer. Não estarei lá à toa ou de bobeira...Sempre há/houve/haverá um motivo, não faço nada em vão, mas isso não quer dizer que é certo ou errado, apenas depende da maneira como vejo! 
 Constante, intensa, dramática e como costumo dizer uma romântica que nasceu na época errada (talvez) Sempre há um sumo prazer que podes me fazer acreditar, gosto de acreditar naquilo que quero acreditar e não me importas se és uma voz impostora, mas tem que me fazer crer que é pra sempre, mesmo que sinta que em instantes será perfurado. Não me importo se serei feliz por alguns instantes, mas nesse instante tenho que acreditar! Tem que ser intenso perfeito e o mais doces dos doces dos momentos.
 Esse introspecto que vos escrevo, não se trata apenas de laços conjugais, mas em todos sentidos possíveis nas relações. Não basta me tratar com sutilezas para que queira cativar minha amizade, a príncipio podes ter-me como companhia e serei a mais perfeita companhia, simplesmente porque deixarei ser-lhe o que és, agora me deixará ser o que sou? Não! Mesmo assim, eu ainda consigo ser autêntica como sempre fui, não consigo me esconder e sou espontânea em tudo que faço. Se eu não gosto, vou fazer caras e bocas, será percebido por todos e notarás que não sei disfarçar.
A intenção nunca foi a de magoar alguém, pode parecer o poço de bondade, mas vejamos que não é bem isso. Na verdade o egoísmo que rege, pois há uma precupação excessiva e não há tempo de pensar em fazer mal ou magoar alguém. Mas justamente por conta desse egoísmo  é  possível magoar as pessoas principalmente aquelas a quem amamos muito. Até onde pode ir esse amor próprio? E ser respaldado por esse egoísmo incessante?
               Eu respiro tudo com muita força que meus pulmões quase não chegam a suportar tanto ar...Intensa, chego a não suportar. Viver intensamente muitas vezes pode ser cansativo e doloroso, logo nem sempre é bom. Minha alma é assim, uma mistura de ardor e aventura, aqui nada é calmaria, ou pode ser que apenas está calmo, porém pedindo calor. Nunca se satisfaz. O muito às vezes é pouco e o pouco às vezes não é nada. Tenho ou não tenho, não penso em metade, não quero restos e não gosto de fazer cisão entres coisas e muito menos de pessoas! Pensar para mim é um saber de tudo isso, é o que me atormenta, mas que alimenta meu coração e me dá inspiração para redigir estas palavras.
              Andei pelos bosques escaldicos e me perdi para me encontrar. Gosto de me perder sempre que é preciso, torna-se necessário e descubro nesse meio espaço um caminho lúdico que me faz voltar à quietude na perfeita consciência. No entanto, não gosto de me sentir desorientada, gosto de ter a sensação de estar fazendo o que acho que é o que eu quero no momento, mesmo sabendo que eu quero somente naquele momento e que depois, bem depois voltarei a andar pelos bosques escaldicos...

Por Mah Magnusson