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sábado, 5 de maio de 2012

Bye bye cigarettes!

Quero relatar que recentemente decidir não fumar mais. Simples assim? Talvez! Parece que foi da noite para o dia que tudo mudou, mas não foi bem assim que minha vontade de fumar simplesmente sumiu... Vejamos, no entanto, que minha vontade estava ligada no prazer que sentia ao fumar. Minha vontade estava ligada diretamente à aparência, ou seja, no ato de fumar e não necessariamente no gosto ou de certa forma atribuída a uma necessidade fisiológica que normalmente se apresenta em muitas pessoas. Digo de fato que minha vontade estava direcionada ao hábito de fumar em si e isolado deliberadamente em atitudes convictas socialmente acompanhadas por estímulos presentes. Já que a vontade está atrelada a fatos que se remetem em avaliar, julgar e decidir, bem então aos 19 anos eu decidi fumar e por seis anos o cigarro foi um companheiro digamos que nem tanto esporádico como no inínio, mas que com o tempo tornou-se um companheiro rotineiro e muito presente ejamais poderia faltar. 
No último evento social que fui, ainda forcei-me a fumar três cigarros e que por sinal não gostei de ter feito isso. Encontrei duas amigas que também pararam de fumar, então isso me fez tomar mais consciência e acabei voltando do evento com o maço de cigarro cheio! Parece mágica  não é mesmo? Mas sabemos que não é bem assim. Há tempos que já pensava em parar com esse hábito, porém nunca houve tentativas concretas que estimulassem e me fizessem querer realmente parar de fumar, então apenas pensava que queria.

Comecei a fumar tarde diferente de muitos que iniciam na faixa dos 13 anos, porém ainda estou dentro de uma faixa que varia dos 13 aos 25 anos em idade estatisticamente propícia ao tabagismo, assim como apontam estudos. Foi  ao fim de uma adolescência retraída que entreguei-me ao primeiro trago. E nessa fase, por ser muito tímida eu não conseguia lidar com minhas mãos, quando conversava com alguém, era muito difícil para mim e principalmente quando chegava em algum lugar, parecia que todos me olhavam e eu não gostava disso e como quase sempre estava sozinha nos lugares eu tinha medo que as pessoas me apontassem e falassem “Que coitada está sozinha!” enfim, eu temia que coisas desse tipo virassem comentário alheio, então foi aí que o cigarro entrou em cena, me “libertando” dessa minha solidão e tornando-se um companheiro fiel. Ajudava-me sim, pois minhas mãos não estavam mais vazias e não estava mais sozinha, eu estava ali sem alguém, mas com o cigarro para minha companhia. Logo depois que comecei a fumar, comecei também a namorar um rapaz que fumava muito e  nem precisa falar que foi um estimulo mais que eficiente para que eu continuasse na onda neh?!

 Quando se é fumante, é possível associar o cigarro a tudo que lhe dá vontade de fumar, tornam-se estímulos mais que reforçadores como por exemplo; se está nervoso, ansioso, depois que se alimenta, um cafezinho, depois que transa, quando se irrita e discuti, desilusão, tristeza, estress, ao ingerir bebidas alcoólicas, comemorações e etc...Uma infinidade de estímulos que se associa facilmente e porquê não pode ser o contrário? Vejamos, se eu consigo associar a minha vontade de fumar com tudo isso, porque então eu não consigo associar com coisas como o câncer de boca, laringe, gargantas, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins e colo do útero; derrame cerebral, ataque cardíaco, doenças pulmonares crônicas, distúrbios circulares, úlceras pépticas, diabetes, infertilidade, osteoporose e infecções dos ouvidos? [...]
            Ah, mas isso todo mundo sabe neh?! Eu mesma sabia de tudo isso e mesmo assim continuava a fumar. Bem, como dizemos que cada um é cada um, se você está feliz assim então tudo bem, quem compra seu cigarro é você, enfim, não tente convencer um fumante a parar de fumar, ele não aceitará e terá muitos argumentos e ganhará pela ânsia de fumar.
 Não há argumento que convença alguém a parar de fumar se NÃO QUER PARAR, a vontade de parar virá ou não. Todos uma vez ou outra já pensaram em parar, mas cada um tem seu tempo. Comigo, quer saber se usei técnicas psicológicas? Sim, com certeza utilizei por esse motivo consegui parar e até o momento não sinto vontade. Entendamos o que citei acima sobre as doenças, pois no sentido de associação com fatores que fazem mal podemos fazer essa troca e generalizar o cigarro a tudo de ruim que ele é. Quando você almoça vem aquela vontadezinha, e ao invez de ir fumar, você pode tentar ler algo em que o cigarro pode causar a sua saúde. Toque em seu ponto fraco com relação ao cigarro como, por exemplo: Gosta de correr, mas sabe que o cigarro te inibiu e cansa-se rapidamente; fuma escondido porque seus pais não gostam e não quer decepcioná-los; sente-se mal quando encontra aquele cara que não fuma e você está com aquele cheiro; está desempregado e não tem dinheiro e/ou cigarro está caro mesmo.Use esses estímulos como reforçadores ao seu favor. Podemos listar muitos estímulos reforçadores para que se possa usar quando sentir vontade de fumar, mas isso é relativo, então você deve encontrar algo que mais goste seja a sua saúde, amigos, família, carreira, beleza e destes consiga relacionar com o cigarro como sendo algo negativo para que estes mesmos estímulos possam funcionar.
Para mim foi a vaidade, é claro que pensei em minha saúde como um todo, mas o que foi ressaltante foi o medo do envelhecimento precoce. Eu admito que sempre fui vaidosa, não tenho medo de envelhecer, mas na minha idade parecer mais velha e sem saúde isso me assusta! E não vai longe não, se pensa que os males do cigarro vão vir quando tiver 50,60 ou 70 anos engana-se, pode dizer que é relativo e claro que cada organismo reage de uma maneira mais precoce ou mais tardia frente, porém vão aparecer e no meu caso seis anos foram suficientes para que eu já sentisse os efeitos. Começando pelos dentes, ficou muito amarelados, a pele, bom sempre ouvi elogios sobre minha pele e até hoje ouço elogios, mas eu sempre cuidei muito da minha pele e mesmo assim eu percebi que estava ficando cada vez mais pálida e sem brilho. Pois é, o cigarro tira até isso, por causa da má circulação sanguínea aumenta os radicais livres abrindo cada vez mais os poros, a pele reage como se estivesse intoxicada e sente que tem que respirar e de alguma forma tem que abrir um espaço para que isso ocorra. Não adianta, o cigarro acelera o envelhecimento sim! Cigarro e beleza não combinam e agradeço por ter percebido isso a tempo de não ocorrer algo de dano maior. Outro fato relevante que me fez parar também, foi com  meu estômago que começou a doer muito, a queimar e sentia-me muito mal quando fumava, parecia que piorava e a queimação aumentava...Então descobri começo de gastrite!





 Deixo aqui mais uma das minhas experiências tentando mais uma vez relacionar aos meus estudos em psicologia. E se quiser descobrir um meio de parar de fumar primeiramente comece a se perguntar, se você realmente quer parar com o cigarro? Será que está preparado para se libertar? Acredita nas doenças que o cigarro causa? Tem medo das doenças ou acha que vão aparecer quando estiver bem velhinho? O que lhe faz fumar? O que te move para acender um cigarro? Questione-se e descobrirá as respostas para ser livre desse mal. Estou à disposição para dúvidas, críticas, sugestãoes e esclarecimentos via e-mail segue mah.magnusson@yahoo.com.br

Por Mah Magnusson
Foto : AEP

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