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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma leve Paranoia

Certamente devo confessar que tenho certas perseguições cognitivas... Lutando contra pensamentos intrusivos, descobri a pouco tempo que sou digamos que um pouco "paranoica",  nada patológico, o suficiente para corrigir certos defeitos e anular circunstancias desnecessárias.


Foto: Anja Stiegler
Nos últimos meses tenho percebido uma fumaça tóxica ao meu redor. Chuvas e mais chuvas de críticas nada construtivas e meros pensamentos destorcidos da minha própria realidade. A cada elogio me sentia mal, pensava ser apenas elogio errôneo de pessoa que talvez estivesse com alguma outra intenção ao me elogiar e não de realmente assegurar o elogia, logo acabava por levar o elogio como crítica também.

Em relação às críticas percebi que não as aceito se não for devidamente alinhada e acompanhada a uma construção para melhoria do que está sendo criticado. Mas, isso foi ficando exaustivo! Pensar que todos são obrigados a se alinhar nesse meu pré-requisito moldado ao egocentrismo, desconfianças injustificadas, contexto que eu mesma estava criando (ou não)...
Comecei a ser muito exigente com as pessoas, querendo mais delas e esperando sempre o melhor delas em relação a mim. Vivendo praticamente a mercê do que as pessoas próximas pensam ou podem vir a pensar de mim, no entanto, há uma ruptura na cognição quanto a isso, apenas se prestarmos a atenção podemos observar que se espero muito das pessoas, logo vou culpá-los dos meus próprios erros, pois depositei toda minha expectativa e caso não seja retribuída acarretara a uma frustração, eu frustrada = decepcionada e decepcionada = culpa “das pessoas”.

Outro fator que me fez pensar que sou um tanto paranoica é que quando sinto certo tom de ameaça em uma conversa, por exemplo, imediatamente contra ataco pressentindo algo ameaçador, uma ofensa no caso, ou anulando meu conhecimento do respectivo assunto na roda. Isso me deixa ansiosa, não aceito o contrário, porém de modo que justifiquem o porquê, como, onde... Mas ninguém justifica nada! E então sou obrigada a ficar cobrando tanto de mim a ponto de me enquadrar nas características do Distúrbio de personalidade paranoide.

Talvez eu realmente tenha uma "leve paranoia" no que se refere a esses argumentos citados, quanto eu achar que as pessoas apenas me criticam, não gostam o suficiente de mim e blá blá...Mas cobrar tanto de mim, cobrar tanto das pessoas, me auto-analisar para reconhecer os meus  próprios erros e defeitos a fim de melhorá-los, não é ser paranoica. Mas tive vontade de escrever sobre isso do ponto de vista empírico, não apenas citar o que pôde vir a ser esse distúrbio  pois isso é seria o caso de jogar no Google e pronto! 
Venho sempre na tentativa de mesclar minhas experiências com meus estudos, claro que isso é apenas uma tentativa (tá! tá bom não estou desconfiando da minha capacidade, apenas sendo humilde quanto ao meu conhecimento rsrs). 
Ah, não se assustem, pois é perfeitamente normal Psicólogo apresentar alguma característica entre paranoia e neurose rsrs Isso é quase um pré-requisito da profissão é exatamente isso que nos da sentido para analisar o nada, o que ninguém vê, o obvio que todos pensam  conhecer, ir além do que se pode ver...

 Por Mah Magnusson

sábado, 27 de outubro de 2012

Minha Liberdade

Foto: Anja Stiegler
        O que me faz pensar em liberdade, não é aquela liberdade de intenção romântica, de ir para todos os lados a fim de adquirir novas experiências amorosas. Acredito que a liberdade seja relativa, logo cada pessoa enxerga de maneira em que acredita que seja bom ou importante para sua vida. Existe a liberdade de poder fazer simplesmente o que gosta, de trabalhar com o que sempre sonhou, comprar o que deseja, realizar sonhos, ter dinheiro, acredito que uma boa parte da liberdade é afetada pelo dinheiro, porque no caso,  por exemplo das vontades citadas acima, o dinheiro contribuirá para realização de muitos desejos, ele entra como um facilitador de desejos, é indispensável nas nossas vidas! Partindo de um raciocínio lógico em relação à liberdade, nos permite incluir como fator crucial a independência financeira. Mais do que nunca, a liberdade está atrelada à segurança financeira, pois buscamos sempre condições que nos são favoráveis para fazer planos, traçar metas em que o dinheiro está explicitamente ligado. Não quero discutir e nem levantar questões do tipo "O dinheiro não trás felicidade ou não compra felicidade" enfim, apenas quero relacionar  a liberdade com o dinheiro. Normalmente não podemos fazer quase nada sem o dinheiro, logo ele está ligado intrinsecamente a nossa tão estimada liberdade.
          Para Sartre (filósofo francês) que defende que a liberdade é absoluta ou não existe! Ele fala sobre a falsificação que fazemos sobre a liberdade, a má fé e refere ao determinismo da nossa espécie que colocamos no lugar do nada o ser. O que Sartre defende é que não conseguimos lidar com o nada e buscamos formas para justificar essa ausência do nada.
            Segundo Sartre, “a liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões”.
          Para Schopenhauer, “a ação humana não é absolutamente livre. O homem não possui liberdade, pois é regido segundo suas vontades, não sendo livre para controlar a própria vontade, segundo Schopenhauer,” O que parece deliberação é uma ilusão ocasionada pela mera consciência sobre os próprios desejos. É poder viver sem ninguém mandar”.
Concordo com as duas linhas de pensamentos tanto Sartre como Schopenhauer, (entre outras teorias sobre o assunto que ficaria enorme se citasse todos aqui). Independente de tudo que se discuti a respeito desse assunto, acredito que a liberdade é relativa e está ligada com o direito de ir e vir, seja com ou sem money. Não somos totalmente livres para fazer escolhas, cada escolha será influenciada por fatores do ambiente que estamos inserido, isso é óbvio! Ao tomar uma decisão, faz-se necessário uma análise prévia de benefícios e consequências. Não vou nem dizer o quanto perdemos e ganhamos quando decidimos por isso ou aquilo. Então, ganhos e perdas são inevitáveis em qualquer situação, o que vale é checar o tanto que se quer, o risco que se está sujeito a correr, partir de uma análise qualitativa e quantitativa e observar qual o parâmetro que esta seguindo para tomada de decisão.
       Com diferentes pensamentos sobre a liberdade,  eu pergunto: Qual é a sua liberdade? O que você pode fazer ou deixar de fazer? E o que lhe impede de fazer? A minha liberdade é monstro, (como costumo dizer) simplesmente quero agarrar o mundo e levá-lo nas costas! Essa liberdade monstro que vem do fundo do âmago e me faz querer conhecer lugares, viajar pelo mundo...Essa é a minha liberdade, como uma andarilha desprendida conhecendo lugares afim de deixar a natureza me embriagar com tamanha beleza.

Por Mah Magnusson