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sábado, 27 de outubro de 2012

Minha Liberdade

Foto: Anja Stiegler
        O que me faz pensar em liberdade, não é aquela liberdade de intenção romântica, de ir para todos os lados a fim de adquirir novas experiências amorosas. Acredito que a liberdade seja relativa, logo cada pessoa enxerga de maneira em que acredita que seja bom ou importante para sua vida. Existe a liberdade de poder fazer simplesmente o que gosta, de trabalhar com o que sempre sonhou, comprar o que deseja, realizar sonhos, ter dinheiro, acredito que uma boa parte da liberdade é afetada pelo dinheiro, porque no caso,  por exemplo das vontades citadas acima, o dinheiro contribuirá para realização de muitos desejos, ele entra como um facilitador de desejos, é indispensável nas nossas vidas! Partindo de um raciocínio lógico em relação à liberdade, nos permite incluir como fator crucial a independência financeira. Mais do que nunca, a liberdade está atrelada à segurança financeira, pois buscamos sempre condições que nos são favoráveis para fazer planos, traçar metas em que o dinheiro está explicitamente ligado. Não quero discutir e nem levantar questões do tipo "O dinheiro não trás felicidade ou não compra felicidade" enfim, apenas quero relacionar  a liberdade com o dinheiro. Normalmente não podemos fazer quase nada sem o dinheiro, logo ele está ligado intrinsecamente a nossa tão estimada liberdade.
          Para Sartre (filósofo francês) que defende que a liberdade é absoluta ou não existe! Ele fala sobre a falsificação que fazemos sobre a liberdade, a má fé e refere ao determinismo da nossa espécie que colocamos no lugar do nada o ser. O que Sartre defende é que não conseguimos lidar com o nada e buscamos formas para justificar essa ausência do nada.
            Segundo Sartre, “a liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões”.
          Para Schopenhauer, “a ação humana não é absolutamente livre. O homem não possui liberdade, pois é regido segundo suas vontades, não sendo livre para controlar a própria vontade, segundo Schopenhauer,” O que parece deliberação é uma ilusão ocasionada pela mera consciência sobre os próprios desejos. É poder viver sem ninguém mandar”.
Concordo com as duas linhas de pensamentos tanto Sartre como Schopenhauer, (entre outras teorias sobre o assunto que ficaria enorme se citasse todos aqui). Independente de tudo que se discuti a respeito desse assunto, acredito que a liberdade é relativa e está ligada com o direito de ir e vir, seja com ou sem money. Não somos totalmente livres para fazer escolhas, cada escolha será influenciada por fatores do ambiente que estamos inserido, isso é óbvio! Ao tomar uma decisão, faz-se necessário uma análise prévia de benefícios e consequências. Não vou nem dizer o quanto perdemos e ganhamos quando decidimos por isso ou aquilo. Então, ganhos e perdas são inevitáveis em qualquer situação, o que vale é checar o tanto que se quer, o risco que se está sujeito a correr, partir de uma análise qualitativa e quantitativa e observar qual o parâmetro que esta seguindo para tomada de decisão.
       Com diferentes pensamentos sobre a liberdade,  eu pergunto: Qual é a sua liberdade? O que você pode fazer ou deixar de fazer? E o que lhe impede de fazer? A minha liberdade é monstro, (como costumo dizer) simplesmente quero agarrar o mundo e levá-lo nas costas! Essa liberdade monstro que vem do fundo do âmago e me faz querer conhecer lugares, viajar pelo mundo...Essa é a minha liberdade, como uma andarilha desprendida conhecendo lugares afim de deixar a natureza me embriagar com tamanha beleza.

Por Mah Magnusson

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