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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Óbvia embriaguez

Procurava pelos cantos das entrelinhas razões que mudassem o que de fato não poderiam mudar nos vossos corações. Insistia na bondade da oligarquia que a riqueza seria conquistada por todos por mais que existisse rebeldia.

Dormia alegremente nos braços de Morfeu...Tornando seus sonhos mais doces para viver do que já morreu.
Mergulhava na angustia, percorria no desespero e corria do temor da solidão... Andarilha apática da alegria fantasiada.
Viajava pelos montes dos alqueires em um reino distante, tornando real um pedaço do passado despedaçado. Falava com os anjos, sentia borboletas flutuando no estomago, mas se esqueceu de tomar o chá de cogumelo que deixou em cima da mesa e teve que voltar dos montes dos alqueires.
Bela voz impostora que sustentava o fruto mais doce dos sonhos despedaçados. A bela voz impostora se desfez do patético ao desencanto mais obvio de todos os tempos. Não importantes com o brilho ofuscante da essência, apenas olhou cegamente o encanto do encanto do instante. Enganou-se e na sua inocência confundiu os perfumes...O anjo não era anjo. 
Bebeu do cálice, o saboroso vinho do reino das armadilhas... Nas tentativas falhas de permanecer embriagada, uma gota de vinho escorregou de sua boca e manchou seu vestido... Pensou ser um sonho e do inevitável enxergou o que era óbvio demais e nada além do que já pressentia.
Não terminaste seu cálice e no mesmo instante saístes no desespero profundo à procura da saída mais próxima do reino. Atordoada, angustiada sentia-se perfurada pelos respingos de vinho derramados do cálice.
Relutou em tentar novamente a permanecer no reino, mas sua coragem a proibiu e sua consciência foi tomada por uma invasão de princípios.
Seguiu em frente, não olhou mais para trás... Continuou caminhando em seus passos pesados e mesmo angustiada ergueu a cabeça, apenas sorriu e disse:

 “Não há tempo para perder perto daqueles que nos tornam ainda menores. Sou feliz por continuar a me embriagar com aqueles que me tornam gigante em qualquer reino”. 

Por Mah Magnusson

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